Comentários formalmente irresponsáveis sobre a cerimônia de Hollywood.
Eu não tinha em mente escrever sobre o Oscar. Não por algum acesso rebelde-underground, mas por estar um pouco saturado com premiações por assistir às predecessoras ao Oscar, como o Globo de Ouro, as premiações dos sindicatos… Além do motivo principal: não assisti à metade das produções indicadas ao Oscar de Melhor Filme. Aviso, portanto, que poderei não ter muito conhecimento de causa quando palpitar sobre algo. Mas para poder fazer isso sem muita culpa, eu não vou dizer quais deixei de assistir.
Aliás, um comentário sobre este aumento no número de indicados a Melhor Filme de cinco para dez, desde o ano passado: se, por um lado, produções independentes (e animações, no caso de Toy Story 3 e, anteriormente, de UP – Altas Aventuras) têm uma maior chance de aparecer para o grande público, por outro lado, quando eram cinco as produções indicadas já existia o fato de que, quase sempre, ao menos duas produções não tinham chances de ganhar. Esse problema se agrava com o aumento de indicações: o desnível entre algumas produções indicadas fica muito mais latente.
Vou comentar a cerimônia enquanto a assisto. Então eventualmente direi um pouco antes os meus favoritos, e aviso que na grande maioria das vezes não vou poder anunciar aqui os indicados, indo direto aos vencedores. Ou seja: é uma coluna para quem viu o Oscar. E quem não viu?
No pré-show na TNT vejo Chris Nicklas e Rubens Ewald Filho, odiado por 10 entre 10 cinéfilos – um Galvão Bueno do Cinema. Digo, não chega a tanto: eu o respeito pela absurda quantidade de informação que detém sobre a indústria do cinema. Não muito pelas suas opiniões, é verdade. Uma ressalva me vem à mente: o comentário que ele fez na cerimônia do Sindicato dos Atores de Hollywood (SAG) sobre Winona Ryder quando ela apareceu no telão, sendo indicada a Melhor Atriz em Filme ou Minissérie, por When Love Is Not Enough (“vejam como ela é má atriz: olhem essa mãozinha no peito!”, quando sua personagem fazia cara de injustiçada).
Eles apresentam os indicados, mostram entrevistas das celebridades que posam no tapete vermelho e, principalmente, falam dos vestidos das mulheres da festa. Não tenho muito a comentar sobre o assunto: Helena Bonham Carter veio até comportada à cerimônia – talvez esteja guardando um vestido bem estranho pra quando tiver mais chances de ganhar o prêmio, o que espero que aconteça em breve. Sobre a transmissão da TNT em si, não sei o que se passa com os seus câmeras, mas eles definitivamente não sabem nada de enquadramento e tampouco os apresentadores sabiam para que câmera olhar, na maioria das vezes. Isso deu um ar amador a uma emissora que já tem tradição cobrir estes eventos.
A CERIMÔNIA
A octogésima terceira cerimônia do Oscar começa com uma surpresa: um vídeo em que Anne Hathaway e James Franco, os apresentadores desta edição, numa montagem, conversam com Leonardo DiCaprio em A Origem e entram no sonho de Alec Baldwin, passando pelos filmes indicados ao Oscar e rendendo ótimas cenas nas montagens entre eles e os personagens dos filmes por que passeiam. Isso me lembra uma versão de gala de Vídeo Show. A cerimônia começa bem, e os dois aparecem no palco do Kodak Theatre – detalhe pra James Franco com um celular na mão, muito provavelmente twittando.
Tom Hanks apresenta os dois primeiros prêmios da noite – Direção de Arte e Fotografia – mas não sem antes mencionar os 10 anos de Titanic, o último filme a ganhar estes prêmios, além da estatueta de melhor filme. Quem ganha o prêmio de Direção de Arte é Alice no País das Maravilhas. A Origem fica com o de Melhor Fotografia. Nenhuma surpresa aqui, e não acho que verei muitas até o fim da cerimônia.
Um atrapalhado, moribundo e engraçadíssimo Kirk Douglas, cuja chegada não havia sido anunciada antes pelos organizadores do evento, é o apresentador do prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Amy Adams, Helena Bonham Carter, Jacki River, Melissa Leo e Hailee Steinfeld são apresentadas, numa das disputas teoricamente mais acirradas da noite. Melissa Leo, que já havia sido (justamente) lembrada por Rio Congelado, é a vencedora. Apesar de ter ganhado vários dos prêmios anteriores ao Oscar (e isso não fazer com que a disputa fosse tão acirrada na prática), ela sempre mostra a mesma surpresa. Em todos eles.
Os outros apresentadores são Mila Kunis e Justin Timberlake, que mostram os indicados a Melhor Curta de Animação e a Melhor Longa de Animação, cujos vencedores foram, respectivamente, The Lost Thing (o favorito da crítica) e a barbada Toy Story 3, que, por ser a única animação a concorrer a Melhor Filme (que também concorria a Melhor Canção Original, Edição de Som, e Roteiro Adaptado) além de Melhor Animação, simplesmente não tinha como ser batida.
Josh Brolin (pessimamente aproveitado em Bravura Indômita) e Javier Bardem (indicado a melhor ator em Biutiful, sem muitas chances de levar) apresentam os indicados a Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Roteiro Original. Ganham os favoritos A Rede Social e O Discurso do Rei, respectivamente. Um comentário relevante: Cate Blanchett na plateia ofusca as outras pessoas até mesmo quando não é indicada.
Anne Hathaway, de smoking, pede desculpas à plateia, dizendo que ensaiou um número musical com alguém (“a Hugh Jack… ass”) que desistiu no final, e que, por isso, teria de fazê-lo sozinha. Depois do número, James Franco aparece de vestido (ele gosta disso, né?) e faz uma piada sobre Charlie Sheen ter acabado de lhe mandar uma mensagem. Parece que, depois de Ricky Gervais e de Chuck Lorre o sacaneando publicamente, ninguém mais deixa o cara em paz.
Os ingleses Helen Mirren e Russell Brand apresentam o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Helen anuncia o prêmio em francês, e Russel traduz: “ela disse que interpretou a rainha muito melhor que o Colin Firth interpretou o rei”. Ganha o dinamarquês Em um Mundo Melhor, que só tinha Biutiful como concorrente sério – que, ainda assim, tem mais chances de ganhar com Bardem.
Reese Witherspoon – que sumiu depois do seu Oscar, mas que na verdade não fez muita falta – apresenta os indicados a Melhor Ator Coadjuvante. Apesar de uma disputa interessante, com Geoffrey Rush, Mark Ruffalo e Christian Bale, este último conseguiu ganhar uma boa vantagem nas prévias muito justamente, pelo seu trabalho em O Vencedor. Jeremy Renner, indicado pela segunda vez consecutiva (foi no ano passado por Guerra ao Terror), só não é tão superestimado quanto Reese Witherspoon porque não ganhou nenhuma estatueta. Como previsto, Bale vence, e é bastante aplaudido, desmentindo os boatos de que é mal visto pelos membros da academia por um possível gênio ruim. O peso daquele chilique fenomenal que vazou no YouTube há algum tempo não parece ser muito grande, hoje em dia.
Para o Oscar de Melhor Trilha Sonora – que alguns cismam em acrescentar o “original”, como se existisse o prêmio de trilha sonora “adaptada” – uma orquestra aparece no fundo do palco do Kodak Theatre – que é algo sensacional, com aqueles telões que nem parecem ser telões, até que começam a se transformar, e sinto que não estou descrevendo direito o quanto isso me pareceu legal, enfim. Nicole Kidman e Hugh Jackman anunciam os indicados. O vencedor era o meu favorito: Trent Reznor, por A Rede Social. Merecidíssimo.
Scarlett Johansson e Matthew McConaughey apresentam os indicados ao prêmio de Melhor Mixagem de Som e de Melhor Edição de Som. Eu também não sei qual é a diferença entre um e outro. Eu não sabia, mas o Rubens Ewald Filho acaba de me dizer que existe o sindicato do pessoal que trabalha com mixagem de som – e que A Origem havia vencido o prêmio do sindicato. Minha conclusão é a de que o filme, então, é o favorito. E realmente vence.
Eu penso: “agora vou saber qual é a diferença entre mixagem e edição de som” – que, aliás, é uma dúvida que tenho ao menos uma vez por ano e que ninguém sabe tirar – mas aí vejo que A Origem também ganha. Só que, reparem, alguns candidatos mudam: alguns candidatos (Toy Story 3, Tron e Incontrolável) conseguem ser competentes o suficiente na edição de som para concorrer ao Oscar, mas não são bons o suficiente na mixagem de som. O contrário também ocorre, pois O Discurso do Rei, A Rede Social e Salt conseguiram ser muito bons na mixagem, mas, infelizmente, pecaram na edição. Que coisa, não?
Cate Blanchett, num vestido que, não sei por que, mas me lembra uma privada, para a minha felicidade apresenta os indicados às categorias fashion como ela: Melhor Maquiagem e Melhor Figurino. Quando passam na tela os indicados a melhor maquiagem, o fraco filme O Lobisomem (que ganhou na categoria) é o último a aparecer no telão. Cate solta uma interjeição de repulsa bem espontânea vendo a cara do lobisomem, o que provoca risos na plateia. Essa mulher é adorável… Em Melhor Figurino, quem ganha, seguindo a lógica, é Alice no País das Maravilhas. Acho que prêmios deste filme acabam por aí.
Kevin Spacey – que não foi indicado a melhor ator por Casino Jack, um ERRO GRAVE da Academia de que pouco ouvi falar – cantarola “The Piccolino” (de Fred Astaire), fala algo sobre George Clooney que eu não entendi. Anuncia os indicados a melhor canção, e minha aposta é Toy Story 3. Posso dizer a minha aposta antes de saber quem venceu, dessa vez, porque as duas primeiras músicas estão sendo apresentadas.
Jake Gyllenhaal e Amy Adams (linda, essa mulher) anunciam os indicados a Melhor Documentário de Curta-metragem e melhor Curta de Ficção, respectivamente. Strangers no More e God of Love vencem. Não vi nenhum dos dois, nem qualquer outro indicado. Perdão. Achei interessante o fato de que Luke Matheny, que recebeu a estatueta pelo último, foi ator, diretor e roteirista do seu filme. Portanto, deve ser um nome promissor em Hollywood. Vamos ficar de olho.
Franco e Hathaway apresentam umas montagens musicais de Toy Story 3, Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 1 e Crepúsculo 2 (ou Lua Nova, como queira) para, após o episódio (completamente irrelevante e talvez um pouco constrangedor), apresentar Oprah Winfrey que, pelo engajamento social que sua riqueza proporciona, não poderia ser melhor pessoa para apresentar a premiação para Melhor Documentário: Inside Job, que fala sobre a crise econômica dos EUA e a impunidade dos responsáveis sobre ela. Lixo Extraordinário era o documentário brasileiro na disputa, mas – a não ser no Brasil, onde houve uma torcida que reuniu cerca de duas mil e quinhentas pessoas no município de Caxias, no Rio de Janeiro – não era o favorito. Não sei se é injusto que Inside Job ganhe, mas é um documentário realmente muito interessante.
Billy Cristal, eventual apresentador do Oscar em pelo menos oitenta edições, cuja presença – assim como a de Kirk Douglas – fora mantida em segredo, aparece no palco e é aplaudido de pé. Aí fica clara a diferença entre um showman e um apresentador comum: apesar de Anne Hathaway e James Franco se esforçarem, pertencem à segunda categoria, diferentemente de Cristal, que invoca um digitalizado Bop Hope, outro costumeiro apresentador da cerimônia em outras épocas, para anunciar a dupla Robert Downey Jr. & Jude Law/Sherlock & Watson para anunciar justamente o prêmio de Melhores Efeitos Visuais: e o Oscar vai para… A Origem, que leva seu quarto prêmio – pra mim, uma forma de consolar Nolan por nem ter sido indicado a melhor diretor.
E A Rede Social vence em Melhor Montagem, um prêmio muito merecido: transformar uma história de mais de duas horas da criação de uma rede social por alguns nerds em algo dinâmico e interessante de se ver deveu-se, nesse caso, em grande parte à montagem do filme.
Um comentário, enquanto os comerciais passam: Jude Law deu uma alfinetada em Robert Downey Jr. numa piada em que entravam prostitutas, prisão e hotéis. Dessa vez, está claro que, apesar dos gritos de aparente surpresa da plateia, foi tudo ensaiado entre os dois. Diferentemente do que aconteceu na cerimônia do Globo de Ouro, em que Ricky Gervais (sempre ele) fez uma piada sobre Robert usando basicamente os mesmos elementos – mas muito mais pesada. Agora, o fato de ter acontecido de novo me deixa com dúvidas de que a ocasião do Globo de Ouro tenha sido só a maravilhosa, pérfida e politicamente incorretíssima inconveniência de Gervais.
Mais duas canções são apresentadas por uma Jennifer Hudson irreconhecível (e, na verdade, menos bonita do que quando era gorda – alguém a avise que ela não precisa disso; nunca mais vai ganhar um Oscar, mesmo): uma com Gwyneth Paltrow cantando – o que já havia feito com Cee Lo Green no Grammy – e cantando muito bem, apesar de a canção (Coming Home, de Country Strong) ser chatinha. No fim, quem ganha é We Belong Together. Que não, não é da Mariah Carrey, e sim de Toy Story 3. E, durante os comerciais, nos preparamos psicologicamente para o obituário.
Celine Dion canta enquanto o telão passa mostra quem dançou a “Valsa da Meia-Noite”, como diria um fúnebre funk underground carioca. Aí fica clara a diferença entre o José Wilker e o Rubens: o primeiro (tá comentando na Globo agora? Nem sei) fala um ou outro nome enquanto passam os rostos – o que é dispensável, porque há a legenda. Rubens, apesar das suas por vezes bizarras opiniões sobre os filmes, sabe tudo sobre cada pessoa que passa naquela tela, e nos dá boas referências de quando passa aquele rosto que sabemos conhecer de algum filme, mas não nos lembramos de qual. E o obituário sempre, em algum momento, me pega de surpresa: uma lágrima simbólica rolou do meu hipotético rosto quando soube que Claude Chabrol passou dessa pra melhor. R.I.P.
Após a homenagem, Halle Berry, gatíssima como sempre, aparece para homenagear especialmente outra pessoa: a atriz e cantora negra Lena Horne, morta em 2010. Negra, digo, porque me parece que isso foi importante para que ela fosse homenageada por Halle. Simbólico, não?
O momento girl power continua, com Anne Hathaway anunciando Hilary Swank, que anuncia Kathryn Bigelow, que anuncia o prêmio de Melhor Diretor. O momento girl power acaba: Tom Hopper ganha por O Discurso do Rei e eu sinto um déjà vu. Dois segundos depois, entendo o motivo: ou o James Cameron tem uma máquina do tempo, ou Tom Hooper é muito parecido com ele. Imaginei a Kathryn pensando “tudo bem, James. Eu te entrego o Oscar que eu ganhei de você!”.
Voltando a falar sobre Tom Hopper (ou James Cameron há 20 anos), achei pouco merecido o prêmio por conta da pouca ousadia na direção. Mas a Academia nunca foi muito inovadora: Fincher ganharia, se não fosse Hopper, o que ainda assim seria uma injustiça: Darren Aronofsky fez um dos trabalhos de sua vida em Cisne Negro, e merecia este reconhecimento por fazer um filme tão potencialmente restrito a um determinado público ser tão bem sucedido. Isso certamente não é o marketing – apesar de, em todo intervalo, a Natalie Portman aparecer tanto na propaganda de perfume da Dior quanto no anúncio de Cisne Negro nos cinemas – mas um verdadeiro trabalho de direção. Magistral.
Jeff Bridges anuncia as candidatas a Melhor Atriz, fazendo um pequeno discurso para cada uma. Nenhuma surpresa, e ainda bem: depois de ganhar tudo quanto é prêmio e de nos presentear com uma atuação simplesmente fantástica, Natalie Portman, quase parindo, recebe o prêmio. Tchaikovsky toca timidamente ao fundo e eu penso que tenho que ver esse filme no cinema enquanto há tempo.
Quem apresenta o Oscar de Melhor Ator é Sandra Bullock, que segue o esquema de Bridges: discursos sobre os indicados (inclusive sobre Bridges, que havia feito isso há poucos momentos e já estava no seu lugar na plateia, e James Franco, nos bastidores) e a indicação. Não há como Colin Firth perder, dessa vez… e não perde, mesmo. Bridges ganhou o último Oscar por conta de seus vários ótimos trabalhos ao longo do tempo, enquanto, se fosse pra escolher uma performance merecedora naquele ano, Firth teria sido premiado. Portanto, nada mais justo do que compensá-lo agora – não desmerecendo o seu trabalho em O Discurso do Rei, apesar de me parecer uma simples falta de concorrência mais forte no quesito.
Um comentário na pausa: Regina Pierantoni McCarthy, tradutora da TNT consegue fazer qualquer piada parecer sem graça na tradução. A culpa não é dela, coitada, porque tradução simultânea é algo realmente difícil de se fazer. Mas de vez em quando ela se empolga querendo passar a graça da piada, aí já era.
Uma montagem com o discurso decisivo do rei George VI no filme (seria um sinal?) sobre e as reações dos personagens outros filmes precede o prêmio de melhor filme da noite e do ano de 2010 pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que é anunciado por Steven Spielberg: O Discurso do Rei realmente ganha. Nenhuma surpresa.
COMENTÁRIOS FINAIS
Lembro-me agora de apenas dois pontos a comentar: 1) Ano passado foi muito melhor – e já não havia sido grande coisa. Chamem o Robert Downey Jr. pra apresentar o Oscar, da próxima vez, já que não vão mesmo ter coragem de chamar o Ricky Gervais – que, aliás, nem o Bafta tem mais chances de apresentar. 2) A cerimônia tem ficado muito menos extensa com cada convidado quase sempre apresentando duas categorias de uma vez e tendo menos músicas apresentadas ao vivo, e isso é bom pra todos. Seria melhor pra mim que tivessem feito isso há pelo menos dez anos: eu não teria ficado acordado até tarde naquela época, tido que ir à escola morto e consequentemente não teria me tornado o insone que hoje sou. Aliás, pensei em dormir cedo hoje, mas agora eu escrevo sobre o Oscar – já que nunca vou ganhar um. E até o ano que vem.
Lista dos vencedores do Oscar 2011:
Melhor Filme: O Discurso do Rei
Melhor Diretor: Tom Hopper, por O Discurso do Rei
Melhor Ator: Colin Firth, por O Discurso do Rei
Melhor Atriz: Natalie Portman, por Cisne Negro
Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale, por O Vencedor
Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo, por O Vencedor
Melhor Filme Estrangeiro: Em Um Mundo Melhor
Melhor Documentário: Inside Job
Melhor Documentário de Curta-metragem: Strangers of Love
Melhor Curta de Ficção: God of Love
Melhor Animação: Toy Story 3
Melhor Curta de Animação: The Lost Thing
Melhor Roteiro Original: O Discurso do Rei
Melhor Roteiro Adaptado: A Rede Social
Melhor Fotografia: A Origem
Melhor Montagem: A Rede Social
Melhor Direção de Arte: Alice no País das Maravilhas
Melhor Figurino: Alice no País das Maravilhas
Melhor Maquiagem: O Lobisomem
Melhor Trilha Sonora: A Rede Social
Melhor Canção: “We Belong Together”, de Toy Story 3
Melhor Edição de Som: A Origem
Melhores Efeitos Visuais: A Origem
Melhor Mixagem de Som: A Origem



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6 mandaram ver
Raul Roque disse:
6 mar, 2011
Eu até gosto desse Ewald, mas conheço pouco sobre ele.
Alguns comentários são bem pertinentes. Outros, dão muita margem pra ser execrado. Como quando classificou um ator revelação de “monstro” e “feioso.”
Mas isso de certa forma é bom pra crítico, gera lobby.
Rodf disse:
5 mar, 2011
Leandro: eu não entendo muito disso, mas você não acha um aspecto muito técnico pra merecer duas premiações? Eu não entendo o porquê, por exemplo, de profissionais que cuidam do som serem divididos dessa maneira. No meu (pouco) entendimento, eles devem entender dos dois “tipos” de som, até porque não consigo separá-los em “tipos”.
Oscar Jr.: o que eu acho engraçado na Regina McCarty é quando ela entende a piada, e ri dela, mas tenta passar a piada pros outros. É claro que ela entendeu e tal, mas quem só prestou atenção na tradução não vai achar graça nenhuma, haha. Mas é claro que a culpa não é dela. Também acho que ela faz um ótimo trabalho.
Obrigado a todos pelos comentários!
Oscar Joseph Jr disse:
5 mar, 2011
Traduzir “Local Jokes” e dificilimo porque estas remetem a um contexto que sendo implicito e especifico nao cabe ser explicado. Gosto da opcao de dar ao expectador uma ideia da piada e do contexto.
Prefiro assim, a opcao de deixar o espaco vazio, com o audio da traducao simultanea mudo.
Parabens a R. McCarthy.
mateus disse:
1 mar, 2011
Quem diria que o Movie Awards seria exemplo de alguma coisa pro Oscar, achei os clipes interativos da Anne e do Franco com os filmes (apesar de até engraçados) um ctrl+c total nas ideias do prêmio da MTV…
Assisti a 6 dos indicados, e apesar de todo o meu favoritismo, realmente hollywood não conseguiu fazer mais de 6 filmes dignos ano passado, mesmo.
Acho que eles deveriam abrir mais espaço para os documentários e animações…
Em tempo, a única coisa que eu realmente curti na premiação foi no pré-discurso de nomeação, o Spielberg falar da “outra” lista de filmes, criando um burburinho de mea culpa entre os presentes. Lista que inclui Cidadão Kane e Vinhas da Ira.
Leandro disse:
1 mar, 2011
Roldolfo, eu também tinha essa dúvida infernal da diferença entre mixagem e edição de som. Num site bacana sobre cinema, esse ano finalmente aprendi.
A edição de som se refere a tudo aquilo inserido que não seja a fala de algum personagem ou a trilha sonora. Ou seja, tiros, o som do vento, do motor do carro, o ranger da porta, uma lâmpada piscando, as explosões de tudo ao redor na cafeteria da Origem e por ai vai.
Já a mixagem é o que envolve todo o processo sonoro. A orquestração entre todos os elementos; as falas, a trilha e os elementos analisados na edição de som. É o que “junta” tudo e tenta fazer ficar natural.
Inception, nestas categorias, merecia mesmo!
Raul Gonçalves Roque disse:
1 mar, 2011
Que pena, cara. Por “Toy Story.” Mas foi bacana ver os comentários do diretor, Lee, bastante emocionado, com o Oscar de melhor animação.
A chance que os anciões tinham de renovar a premiação, que já vem antiquada e previsível faz tempo…