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“I gotta tell you, I am loving this yada yada thing. I can gloss over my whole life story.”

-George Constanza


Antes de tudo: problemas pessoais me impediram de postar isto na semana passada. Peço desculpas, caro leitor.

Mas vamos lá. Na semana retrasada, perguntei ao caro leitor (e aos caros colegas de Tópico) quais os melhores programas televisivos de comédia dos últimos anos. Decidi limitar essa, hum, pesquisa, a séries que iniciaram ou tiveram a maior parte da sua exibição dos anos 1990 para cá. Por isso, programas como Monty Python, TV Pirata, Black Adder, Fawlty Towers, Viva O Gordo, entre muitos outros, não estarão listados aqui. Também preteri algumas séries nacionais, que chegaram a fazer parte de uma “pré-lista”, como Sai de Baixo, A Grande Família e Os Normais, por não achar justa ou válida uma comparação com séries internacionais, mais ricas em produção e obviamente mais valorizadas. Ficam aqui essas menções honrosas (e outras, feitas com o tempo.)

25 séries, portanto, estarão rankeadas nas próximas postagens desse blog. Elas foram escolhidas sob critérios simples: sucesso de crítica, sucesso de público, sucesso de mídia, indicações e premiações, e, logicamente, o mais controverso deles: meu gosto particular. Sempre adiciono esse diferencial nas minhas listas como uma provocação, caro leitor. Como um estímulo para que você, aí, por diversão ou vingança, faça também a sua lista, e quem sabe traga boas sugestões de séries como as que eu pretendo trazer aqui quase todas as semanas.

Começando, então:

#25: Scrubs (2001-2010)

Série médica, mas nem tanto. Cômica, mas nem tanto. A peculiaridade do modo single camera, a ausência das claques de riso (em 2001, isso ainda era arriscado) e o texto rápido, às vezes rápido demais, fizeram da série de Bill Lawrence uma novidade à época. O texto de Scrubs era leve, fino, por vezes poético, e sempre perspicaz. Conquistou a audiência já cansada das séries médicas com as mesmas reviravoltas de sempre, e das comédias com as mesmas piadas (e risadas) de sempre.

#24 Mr. Bean (1990-1995)

E o primeiro “WTF?” do leitor apareceu cedo. Sim, amigo, Mr. Bean. Rowan Atkinson, já considerado gênio do humor britânico por uma das maiores séries britânicas que já existiram, Black Adder (série que, inclusive, revelou para o mundo um certo Hugh Laurie…conhecem?), alcançou o status de gênio do humor mundial…e sem dizer uma palavra. O sucesso de Mr. Bean é indescritível. Ok, pode não ser mais tão engraçado agora, quando você pela quadragésima vez enquanto espera o jogo começar na Band. Mas na sua época, Mr. Bean era exibido em muitos países diferentes, horários diferentes, em canais que atingem públicos diferentes. E todos gostavam. É o tipo de humor universal, que não precisa de legendas, tampouco de palavras.

#23 Will and Grace (1998-2006)

Provavelmente, a série com protagonistas homossexuais mais conhecida até hoje. E genuinamente engraçada sem precisar se apoiar todo o tempo nessa premissa. Foi criticada inicialmente (se fosse lançada nos dias de hoje, quanta diferença seria…), tinha tudo pra não decolar. Resultado: oito anos na grade da NBC,  83 indicações ao Emmy. Uma série à frente do seu tempo – e isso já nos anos 2000. Merece ficar entre as 25.

Segunda que vem a gente continua essa lista e também começa a falar do upfront das emissoras, que foi fechado nessa semana. E aí, você já sabe se a sua série favorita foi renovada ou cancelada?

P.S.: Já ia me esquecendo. Um excelente #diadocafé pra todos vocês.


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