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Dentre os que eu conheço; na minha opinião; até agora.


A line-up deste 64º Festival de Cannes, que acontece de 11 a 22 de maio deste ano de 2011 me parece um dos melhores em muito tempo. Ao contrário do Festival de Berlim (a Berlinale), que não convenceu – e da própria line-up de Cannes em 2010, que também deixou muito a desejar – este ano veremos obras de alguns dos melhores diretores em atividade no mundo. Ao menos os que eu conheço.

Sim, pois há no mundo uma produção cinematográfica constante e de qualidade que não aparece nos grandes festivais, e nem mesmo nos Sundance e Independent Spirit Awards da vida – que, aliás, hoje em dia não se pode mais chamar de festivais pequenos, nem talvez alternativos, já que eles têm reiteradamente aberto espaço para possíveis pretendentes ao Oscar, o que populariza muito a sua antes peculiar seleção. Portanto, obviamente não conheço os melhores diretores atuais em atividade, mas sei que alguns dos melhores cujas obras tive o prazer de conhecer estarão no festival. Nos sites especializados, há alguns filmes cotados:

A DANGEROUS METHOD, de David Cronenberg
CHICKEN WITH PLUMS, de Vincent Paronnaud & Marjane Satrapi
ELENA, de Andrey Zvyagintsev
FAUSTO, de Alexandre Sokourov
GOODBYE FIRST LOVE, de Mia Hansen Love
HABEMUS PAPAM, de Nanni Moretti
I WISH, de Hirokazu Kore-eda
L’EMPIRE, de Bruno Dumont
LA PIEL QUE HABITO, de Pedro Almodóvar
LE CHAT DU RABBIN, de Joann Sfar
LE GAMIN AU VÉLO,de Jean-Pierre & Luc Dardenne
LE HAVRE, de Aki Kaurismaki
LES HOMMES LIBRES, de Ismaël Ferrouki
L’EXERCICE DE L’ETAT, de Pierre Schoeller
LIFE WITHOUT PRINCIPLE, de Johnnie To
MELANCHOLIA, de Lars von Trier
ONCE UPON A TIME IN ANATÓLIA, de Nuri Bilge Ceylan
PARADISE, de Ulrich Seidl
RESTLESS, de Gus Van Sant
SHAME, de Steve McQueen
SON CHIENNE (LOVE AND BRUISES), de Lou Ye
THAT SUMMER, de Philippe Garrel
THE BELOVED, de Christophe Honoré
THE PRODIGIES, de Antoine Charreyron
THE TREE OF LIFE, de Terrence Malick
THIS MUST BE THE PLACE, de Paolo Sorrentino
TWIXT NOW AND SUNRISE, de Francis Ford Coppola
WUTHERING HEIGHTS, de Andrea Arnold

Além de Cronenberg, Lars Von Trier, Coppola, Gus Van Sant e Almodóvar como as estrelas do evento, temos a volta de Terrence Malick (com um trailer arrebatador de A Árvore da Vida já rolando com legendas oficiais pela internet desde a estreia de Bruna Surfistinha, no dia 25 de fevereiro), as presenças de Aki Kurismaki, Philippe Garrel, Paolo Sorrentino, Alexander Sokurov, entre outros, é bastante interessante. Não precisaríamos de mais, mas já foi anunciado que Midnight in Paris, o Allen do ano, já foi anunciado no site oficial como o filme de abertura do festival.


Eu mal tive tempo de pensar “já é tempo de um novo do Wong Kar-Wai…” e descobri que The Grandmasters, novo projeto do diretor chinês, está em fase de pós-produção e pode ser finalizada a tempo, bem como On The Road, de Walter Salles. Aí sim, seria sem dúvidas um dos melhores festivais em muitos anos e daria um belo trabalho para o tio DeNiro, presidente do júri neste ano.

Na verdade, minha empolgação com a reunião de vários dos melhores cineastas que conheço em um festival me fez pensar numa lista – sim, uma lista, não faça birra – informal e totalmente espontânea indicando os melhores diretores de cinema em atividade. Esta lista era o verdadeiro tema do blog, a princípio; sobre o Festival de Cannes, mais especificamente, falo em outra ocasião, mais para a frente e quando tiver visto alguns filmes dos (poucos) diretores que não conheço. Desconheço muita coisa, mas essa lista de Cannes é bem famosa. Voltando à minha lista, os critérios que usarei são: (obviamente) meu gosto pessoal, os diretores que me vêm à mente no momento e a quantidade de boas obras que o diretor fez num passado recente. Ou seja: ex-diretores em atividade não entram na lista. Numeração em ordem de lembrança:

1 – Michael Haneke
2 – Wong Kar-Wai
3 – Quentin Tarantino
4 – Abbas Kiarostami
5 – Joel e Ethan Coen
6 – Paul Thomas Anderson
7 – Woody Allen
8 – Park Chan-Wook
9 – Apichatpong Weerasethakul
10 – Martin Scorsese

Posso estar me esquecendo de alguém, mas se eu escrevesse isso fazendo qualquer tipo de pesquisa, talvez não conseguisse terminar. Ranquear e dar notas nunca foi comigo, mas de vez em quando é bom para suscitar o debate. Na próxima coluna, alguns esclarecimentos, retificações (se houver) e um pequeno perfil de cada um dos eleitos nesse meu top 10. Enquanto isso, vai pensando aí: qual é o seu top 10 dos melhores diretores atuais?


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