Terceiro e último dos artigos sobre Fernando Pessoa é uma breve e ligeira análise sobre espetáculo teatral criado a partir dos versos iniciais de “Autopsicografia” e que, apesar da discussão artística e filosófica, coloca o poeta em situações dignas de uma comédia escrita por Shakespeare.
Fernando Pessoa e a heteronímia
Segundo artigo da série sobre o maior poeta em língua portuguesa do século XX fala sobre as “outras pessoas” de Pessoa e sobre como seu poema “Autopsicografia” é uma chave para o entendimento do mistério psicanalítico que envolve outros três poetas famosos e dezenas de outras vidas criadas a partir da imaginação do mesmo homem.
[imagem: "Fernando Pessoa, Telhados", de João Beja]
Palavra sonora, som textual
Um breve resumo dos estudos culturais que incluem as letras de música como texto de caráter literário (e a literatura como fenômeno de acepção musical).
Não Verás País Nenhum
Responsável por revolucionar a estrutura do romance brasileiro (assim como James Joyce o fez em relação à literatura de um modo mais amplo), Ignácio de Loyola Brandão tem em Zero sua obra máxima, tanto pela impressionante desconstrução do texto literário quanto pelos temas desenvolvidos pelo autor. Selecionada pela revista Bravo! como um dos 100 livros essenciais da produção literária nacional, a obra foi lançada primeiro na Itália e só no ano seguinte no Brasil, em 1975. Proibida pela ditadura militar, foi traduzida, após a censura, para diversos idiomas, além de receber outras onze edições.
História da DR
Discutir a relação é atitude moderna. Pelo menos para a literatura. Não é necessário pesquisar muito para perceber que cânones mundiais como Jane Austen, Stendhal, Flaubert, Balzac e Tolstói, apesar de seus célebres romances, nunca escreveram um capítulo sequer que fosse uma inflamada discussão entre casais em seus livros, a hoje famigerada DR.


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